Carpe Diem

Novembro 17, 2005

Nas letras te pego


Cada verso que nasce do teu olhar
é dos meus olhos imersos em nós
no barco que vive a flutuar
nas palavras e nas cores.
É nesse balancear de sossego e desapego
que te leio, conto e encanto
e num canto de mais uma letra te pego
nos braços de mais um poema escrito.
E grito, permito, agito e suspiro em ti
E sigo, respiro, fico e sinto.
e só aqui o princípio não tem fim
para aquilo que eu falo e te digo.
digo e repito: és a minha fonte de inspiração ...

Escrito por mim e pelo meu amigo Carlos Branco :)
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Agosto 30, 2005

Iria então...


Falas por sinais, contemplas-me no pensamento
Ergues bandeiras e gozas vitórias desejadas
É esse rasgo fugaz que vira a página da tua vida...
É uma vela acessa que se apagou em mim.
Vejo-te nesse trilho que marcaste e seguiste,
Feito de linhas ténues e gastas pelo vento.
O meu tempo é feito de amor e de dor
Onde a luz vem quando me abraças,
Curas as feridas que fizeste por abrir...
O teu silêncio aflito, ao luar, amou a minha alma
Deste-me a mão, embalaste-me no teu sorriso e
Fizeste-me brilhar numa noite escura.
Falas por sinais mudos, sem coragem, sem rumo, sem caminho...
E então... serei alguém apenas que...
se soubesse, se pudesse...
iria então... dar-te a mão e deixar-me embalar.
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Agosto 19, 2005

Lua cheia

Meus amigos, hoje é noite de lua cheia!
Que a luz vinda dos céus, vos fortaleça de energia e paz interior. Muitos beijinhos, Ana.

Julho 08, 2005

Morreste


És a escuridão vestida de branco
O negro tapado de luz fingida
Desconhecida e por ti imerecida
Foste o gume cortante, lascivamente enganador
Que veio num instante e depressa morreu.
Silenciaste, paráste de mentir, de fingir e de não ser
Nem querer ser, ou crescer... talvez aprender
Silenciaste, negaste... vezes sem conta, negaste.
Morreste.
Chorei lágrimas de dor, de desespero num apelo de amor
Num apelo de calor e, com temor de ti, do que fingias não ser
És a escuridão, que veio mascarada de sorrisos e afectos maliciosos,
Gananciosos e destinados a falecer nos meus braços.
Não tens sol no teu coração, não tens luz na tua mente
És fraco, amargo, mal amado, descuidado, renegado
E depois de inúmeras vezes te perdoar, foste por mim, cruxificado
Morreste na tua mentira
E eu vivo na minha verdade
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Abril 30, 2005

Sou


Não falas... não caminhas
Não me chamas, não decides
Não podes, não sabes...
Mas sentes.
Queres, pensas, sonhas...
És paz de espírito num corpo indeciso
Agarrado ao que não sentes
Sufocado pelo que mentes
Aliciado pelo amor quente
Que te dei e ainda dou
Sou..
A tua lua obscura
Que foge da luz do teu dia
E te espera na praia estrelada
Que é nossa.
Caminho... dou vida ao que sinto
Suplico sem voz a tua presença
Quero... procuro... lembro
E sinto.
Sou o mundo que procuras
E tu, o meu universo.
Posted by Hello

Abril 17, 2005

Manhãs de nevoeiro


Dias quentes, noites frias. E a música... não entendo esta gente.
Olhos tristes, mas dançam... serão felizes?!
Faço como eles. Bebo: sigo em frente.
Nos dias que me oferecem calor humano,
faço por sacudir o frio que se deixou ficar em mim.
Derreto-o com um beijo e um abraço demorado.
Sem pressa, começo o dia e acordo para a vida.
O sol brilha em mim e aquece-me tanto... mas tanto...
que suspiro num ataque súbito de energia.
Grito, salto, dou um pulo acima de mim mesma.
Acordo feliz numa manhã de sol.
As noites passo-as agarrada a ti, quando te tenho a meu lado.
São noites, nas quais, o frio não se lembra onde moro. E ainda bem...
A música.. ora...
essa vagueia sempre na minha mente, enquanto danço e sonho com ela.
Dia e noite. Ilustra a banda desenhada que vive no meu pensamento.
Quando não a oiço entre as gentes, vou sozinha cantarolando pela praia fora...
e sigo em frente.
Sigo em frente, até lavar a alma.
De olhos alegres, incitantes, curiosos...
vou inventando outras melodias a cada dia.
Não entendo esta gente... mascarada com outro rosto;
fingem não ver os sinais, não ouvir os sinos, nem os tangos.
Têm olhos tristes, que denunciam a ruptura interior.
Porque será que não nos cedem a mão e aceitam o perdão?
Tantos olhos vertem lágrimas secas de negação.
Tantas faces enganadas pela euforia falsa e descrente, que mente e não sente.
E... com um copo na mão... desfrutam a solidão.
Bebem: seguem em frente.
Esta manhã acordei. Está nevoeiro. O sol não brilha.
Os olhos estão tristes, porque as noites surgem frias.
Vou em busca de calor humano,
porque as partidas sempre se fizeram nas manhãs de nevoeiro.
Posted by Hello

Abril 04, 2005

Serei Mulher


Serei anjo descido do pedestral
largando as asas brancas
Macias, castas e ramificadas num céu
Para cairem no chão estático e racional
Deixarei o paraíso para ser mulher
Feliz, sentida, amada ou sofrida... não importa.
Serei mulher para sentir o contorno do teu corpo
O sopro do suspiro que confessas
O risco que abraças e enlaças em mim
Serei anjo descido do pedestral
Caminharei na tua direcção
Tomarei no coração as dores do mundo
Para as gritar
Libertar, aconchegar... e perdoar.
Serei anjo descido no céu
E serei mulher só para ti
Posted by Hello